DICAS DO HUGO - e após as férias, o que verificar?



LAVAGEM - Para manter a carroceria brilhante e garantir a boa conservação da pintura, após a ação prolongada de poeira ou areia, a lavagem freqüente do carro é imprescindível, devendo ser feita semanalmente ou, no máximo, a cada quinze dias. Excrementos de pássaros e animais domésticos, secreções de insetos e resinas de árvores devem ser removidos o mais rapidamente possível, principalmente nos dias quentes. Temperaturas elevadas potencializam a ação de agentes agressores. Todavia, não basta apenas lavar o carro. É preciso evitar o uso de produtos errados. O famoso óleo de mamona e assemelhados devem ser descartados, pois agridem os componentes de borracha do veículo. Após o uso de xampus ou quando a água não devolver mais o brilho da carroceria, o veículo deverá ser polido. Manchas de piche na carroceria devem ser retiradas com a utilização de um produto específico. Para melhorar a visibilidade, além dos vidros, as palhetas dos limpadores também devem ser limpas com a ajuda de um pano macio. Produtos como silicone ou combustíveis não devem ser empregados em hipótese alguma, sendo recomendável, ainda, a substituição das palhetas a cada seis meses.

REVESTIMENTOS INTERNOS - As partes plásticas internas, como painel e molduras, devem ser limpas com um pano levemente umedecido antes da aplicação do produto específico de limpeza. No caso de bancos e carpetes, é aconselhável remover os resíduos maiores com o auxílio de uma escova. Em seguida, deve-se aspirar o pó antes de retirar as manchas com água e sabão neutro, sendo desaconselhado o uso de solventes à base de acetona, soda ou álcool, tanto no caso de tecidos quanto em revestimentos em couro. Estes produtos ressecam e danificam os materiais das forrações. Caso o estofamento esteja muito sujo e seja necessário recorrer a empresas especializadas, que realizam a chamada "higienização".

LAVAGEM DO MOTOR - Motor e suspensão só devem ser lavados quando isso for extremamente necessário, como no caso de grande exposição a lama, terra ou poeira. Nessas situações, deve-se usar querosene diluído em água e uma esponja macia. O uso de jatos de água sob pressão, em veículos de passeio, deve ser terminantemente descartado, pois pode causar danos a componentes protegidos de agentes externos e que utilizam lubrificação permanente. As máquinas que produzem jato de água sob pressão só devem ser utilizadas em caminhonetes, que possuem feixes de mola e diferencial, sendo recomendado, contudo, a posterior lubrificação desses componentes.

FREIOS - O sistema de freios é selado. O reservatório de fluído de freio, fabricado em material plástico transparente, permite a visualização do nível do líquido, que deve ficar entre as marcas "mínimo" e "máximo", sem a remoção da tampa, único ponto de acesso ao sistema. O desgaste de pastilhas e lonas pode resultar numa baixa gradativa do nível do fluído de freio. Caso isso aconteça, o veículo deve ser encaminhado, imediatamente, a uma concessionária autorizada para verificação geral, devendo ser evitado o hábito de "completar" o nível do líquido. Este é um procedimento que, além de mascarar a perda de eficiência das peças de atrito dos freios, pode danificar o compartimento do motor. Isso porque na substituição de pastilhas e lonas, os pistões dos cilindros de freio retornarão à sua posição normal de funcionamento, fazendo com que o excesso do produto, que é altamente corrosivo, possa ser jogado para fora do reservatório. Desvios de trajetória, ruídos estranhos e aumento de espaços para parar, durante as frenagens, também indicam a necessidade de se fazer uma revisão no sistema.

AR-CONDICIONADO - Considerando que o sistema esteja operando conforme as especificações da montadora, a ação contínua de poeira ou areia não comprometem o funcionamento dos componentes, uma vez que trata-se de um sistema completamente selado. Se o veículo tiver filtros especiais, deverão ser inspecionados segundo orientação do fabricante do veículo.