DICAS DO HUGO - cuidado: não seja enganado pelo frentista



É sempre a mesma coisa: você pára no posto de gasolina e aparece um frentista solícito querendo mais do que simplesmente abastecer seu carro. Ele oferece aditivos, lubrificantes, calibragem especial e até extintor de incêndio. Insiste feito vendedor de enciclopédia e fica difícil se safar de tanta "simpatia". Só que nem sempre o funcionário de um posto está qualificado a prestar certos serviços.


NÃO DEIXE ELE MEXER

Aditivo de radiador - o argumento é de que a água do reservatório tem ferrugem. Isso acontece. Mas aí, o ideal é mandar fazer uma limpeza de todo o sistema de arrefecimento numa concessionária ou oficina particular. A quantidade de aditivo tem que ser dosada e existe até um medidor para verificar isso! Agradeça pelo aviso e peça só para completar o reservatório com água pura.

Fluido de freio - completar ou trocar o fluido de freio são serviços para as oficinas mecânicas. Se o nível baixou é porque há algum ponto de vazamento. O frentista pode, no máximo, verificar se o fluido está dentro dos limites marcados no reservatório. Se ele falar que não está normal, agradeça pelo alerta e corra para uma oficina.

Lavagem de vidros - em muitos casos, a esponja e a água utilizadas estão ainda mais sujas que os vidros do seu carro. Além disso, o sabão pode escorrer pela pintura e manchá-la, caso não seja retirado com bastante água. Conclusão: é melhor lavar o carro inteiro.

Lubrificação - nenhum lubrificante deve ser borrifado no motor ou embaixo do carro. Peças como mangueiras e vedadores são sensíveis aos derivados de petróleo e até ao óleo de mamona. Dispense.

Nitrogênio nos pneus - o nitrogênio, um gás seco, ajuda a evitar possíveis pontos de ferrugem no interior das rodas. Só que a maioria das rodas atuais são feitas de liga de alumínio e as de aço recebem uma proteção antiferrugem. Mais um detalhe: é preciso tirar o ar comprimido do pneu e, depois, calibrar sempre com nitrogênio. Como não é todo posto que tem esse recurso, você vai ter que rodar atrás de calibradores com o tal nitrogênio.


(ATÉ) DEIXE ELE MEXER

Extintor de incêndio - mesmo que o ponteiro esteja no verde, eles destacam que a validade expirou. De fato, a pressão interna tem validade de um ano. Mas só empresas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) estão habilitadas a inspecionar e fazer a troca. Existe um selo do Inmetro que comprova a procedência. Exija-o!

Filtro de ar - muitas vezes, ao dar uma olhadinha no motor, o frentista aparece com um filtro na mão (aquela peça de papelão com uma borda de borracha laranja). Se ele quiser jogar um jato de ar, não aceite. O jato pode romper os poros do filtro. Uma limpeza com um paninho úmido é o máximo aceitável. Na verdade, o filtro deve ser substituído, em média, a cada 15.000 km ou, claro, quando está muito sujo. Se for o caso, peça para trocar.

Lavagem de motor - ela só deve ser feita se o carro passou por enchentes, estradas de terra ou praias. Principalmente porque os carros modernos possuem componentes eletrônicos, que podem ser afetados. Nesses casos, prefira um posto de sua confiança ou oficinas mecânicas.

Troca de óleo - Ele pode também só completar o nível do óleo, se ainda estiver viscoso e não for hora de substituir. Um detalhe importante: veja no manual do seu carro qual é o tipo recomendado pelo fabricante. Trata-se de uma sigla que também está marcada nos frascos dos lubrificantes. Use sempre o mesmo tipo tanto para completar quanto para substituir.

Silicone - depois de uma lavagem, ele deixa os pneus e partes plásticas brilhando. Só que alguns postos usam água com açúcar no lugar de silicone. Ou seja, confirme se é mesmo silicone que o frentista vai aplicar no seu carro.